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Pesadelos de adulto


Próximo às quatro horas da madrugada os olhos despertam com o susto repentino provido do pesadelo. O coração pulsa acelerado, quase saltando da boca. Respiração ofegante. O pensamento se perde na vontade de chacoalhar o corpo, que repousa na cama ao lado, e de entrar na porta à frente pedindo colo.

Como um tiro ao peito, passam-se quase 12 anos e a recordação de estar chegando aos 19 paralisa o corpo, culpando-o por tamanho desespero. Não é mais infância. A cama de solteiro não dá mais conta para a figura materna vim deitar ao lado e fazer cafuné, afastando todo o mal que, há tempos, achava existente.
São outros males, esses verídicos e mais malditos. Esses que cafunés só acalmariam a alma, não a mente. Esses que ninguém nos avisa que existiriam. As memórias de quase duas décadas vividas retomam a memória vagarosamente, os sonhos de infância e vontades da adolescência sendo realizados, as brigas e puxões de orelhas, as quedas, as vitórias, a incerteza de estar no lugar certo, mas bem...Não era isso?

Era! Ah, se era. Entretanto, por vezes deixa de ser e o medo da aberração retorna a habitar no corpo, juntamente com os pesadelos que agora são vivenciados.




fernanda amorim
Taurina com ascendente em touro. Intensa, sonhadora e teimosa. Formada em letras, professora de língua portuguesa, apaixonada pela vida e amante das palavras.

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