completamente maluca

escrito por Mafê Probst
Eh que eu sou uma completa estranha, acredita em mim. Uso essa minha normalidade sem sal apenas para disfarcar a pessoa infame, sem graca e fora da casinha que sou. Eh tudo mascara, tudo falsidade. E quando olho alem, nao pense que admiro o horizonte ou contemplo a luz a da lua refletida em algum objeto qualquer. Nao. Olho alem, porque me convem olhar o nada e tentar criar sentimentos, tentar ouvir o som do silencio, tentar imaginar as cores de cada um, de cada respiracao. A minha respiracao ela eh, quase sempre, pausada. Penso muito para falar e quase sempre eu nao digo a metade do que entala na garganta. Eh que minha garganta possui uma valvula seleta do que sai e do que fica. Triste eh que, as que ficam, demoram para voltar de onde sairam - cabeca ou coracao - e isso me causa uma pessima sensacao de mal estar, mas super toleravel. Viu? Sou completamente anormal, uma louca desvairada escrevendo qualquer besteira num tecalado desprovido de acentos. Mas sim, eu me apaixono facil demais. Soh que sei disfarcar essa paixonite aguda muito bem, obrigada.



Mafê Probst
Engenheira, blogueira e escritora, não necessariamente nesta ordem. Gosta das hipérboles. Geminiana complexa, curiosa e indecisa. Come sushi toda quarta-feira. Coleciona sorrisos, dentes-de-leão, abraços apertados, despedidas de aeroportos e alguns clichês.  Tem um livro à venda. É membro da Academia de Letras de Itajaí, ocupando a cadeira número 7 – Paulo Leminski.

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