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Reinventando a antiga forma de amor

escrito por Mafê Probst
Nós estamos reinventando a antiga forma de amor e permanecendo demodês. Não sou do tipo de seguir estereótipos... Não quando se fala de amor, quando se fala de amar. Quando se fala de mim e de você. Ou da gente. Planejo minhas maneiras para te ver, para te encantar e, assim, poder suspirar pelo teu olho de mar agitado, em turbilhão de felicidade momentânea, que não passa. É teu rosto de surpresa que me alimenta, é tua nova feição de moço que me enlouquece e o cheiro que vem de ti que bombeia o pulsar do meu coração.

Contei as horas para dar certo. Um ônibus cambaleando por uma hora, duas longas retas de caminhada e quarenta minutos de passos rápidos. Uma maratona, por assim dizer. Planejamento, planos, segredos. Mentiras boas, uma ilusão à ti, iludido de propósito, para fazer valer. E depois a recompensa, nos teu olhar de mar agitado, no teu abraço reconfortante e no teu palpitar acelerado de anseio.

É nessa hora que nos silenciamos. Permitimos que o corpo fale por si só, que a respiração segrede o mais puro dos sentimentos e os olhares entreguem-se, revelando-se. Dois corpos como um. Envoltos. As bocas tocam-se, trêmulas e quentes, te beijo tímida, suavemente, saboreando teu hálito de canela, arrepiando-me aos poucos e enxergando estrelas.

Noite de poesia nossa.



Mafê Probst
Engenheira, blogueira e escritora, não necessariamente nesta ordem. Gosta das hipérboles. Geminiana complexa, curiosa e indecisa. Come sushi toda quarta-feira. Coleciona sorrisos, dentes-de-leão, abraços apertados, despedidas de aeroportos e alguns clichês.  Tem um livro à venda. É membro da Academia de Letras de Itajaí, ocupando a cadeira número 7 – Paulo Leminski.

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