O mais do mesmo

escrito por Mafê Probst

É difícil falar. Ficou muito, ficou tudo por dizer.

Seguimos caminhos diferentes, sem palavras manchadas ou frias de despedida. Mesmo porquê, não houve despedida... Partimos sem lágrimas, sem acusações, sem desculpas, e sem sequer saber se nossos corações iriam suportar...

Às vezes finjo não pensar, finjo não olhar e quase não consigo. E tudo se repete,

de novo,
de novo,
e de novo.

Não foi um dramático fim de romance, e ninguém sabe como tudo começou... Ou porque tudo acabou... O pior de tudo é pensar no que poderia ter sido.

Na semente plantada,
nas safras sem colheita,
nos botões que nunca se abriram em rosas.
O olhar que nunca se fez beijo...

Talvez nenhuma palavra dita aqui revele algum segredo... E talvez seja tarde demais, mas não paro de tentar, então abro os meus olhos...

Outro dia recomeça.



Mafê Probst
Engenheira, blogueira e escritora, não necessariamente nesta ordem. Gosta das hipérboles. Geminiana complexa, curiosa e indecisa. Come sushi toda quarta-feira. Coleciona sorrisos, dentes-de-leão, abraços apertados, despedidas de aeroportos e alguns clichês.  Tem um livro à venda. É membro da Academia de Letras de Itajaí, ocupando a cadeira número 7 – Paulo Leminski.

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