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Não seja apenas um sobrevivente!

escrito por Thaís Zanetti

Apertei várias vezes o botão do celular para verificar o horário, repetidamente, nem sequer a hora exata eu sabia naquele momento. A ansiedade era minha companhia, eu estava esperando por uma mensagem, uma resposta, um plano de fuga ou um sinal de fumaça. Fazia cinco meses que eu tinha vivido um dos piores dias da minha vida: o falecimento do meu irmão. Os traumas da notícia ainda faziam morada no subconsciente e no coração.

Engraçado observar como nós tememos a morte, contudo, morrer é a única certeza que temos na nossa vida. Já nascemos com um prazo de validade determinado e até o presente momento, ninguém descobriu a “fórmula secreta da vida eterna”. Ou seja, a morte continua sendo o “destino final” de todos. De modo algum a minha intenção será fazer com que este texto pareça mórbido, contudo, percebo que conforme fomos caminhando em direção a contemporaneidade, consequentemente esquecemos as nossas “humanidades” e a vida passou a ser banalizada.

Me arrisco ao dizer que o que mais tememos perante a morte, na verdade, é o que fizemos e fazemos durante toda a vida. Muitos podem pensar que o que assusta, talvez, seja o modo no qual ela se apresenta, em forma de tragédia e dor. De fato, me arrepia o corpo só de lembrar das fotos e vídeos expostos na internet que retrataram o acidente de moto no qual perdi meu amado irmão e foi este gatilho mental que me trouxe até aqui.

A dor que ainda assola minha família está exposta na grande rede virtual. Para mim este é um dos exemplos modernos mais comuns de banalizar a vida. Por que estamos vivendo banalizados? Quando eu era criança sempre me perguntava: Qual o verdadeiro sentido da vida? Será que a vida se resume em nascer, crescer, estudar, casar, procriar, trabalhar e morrer? Quem foi que inventou esse roteiro?

Todos estes questionamentos foram silenciados, porém, nunca foram esquecidos. Há cinco meses, um pedaço de mim foi arrancado a força, a dor da saudade sempre estará presente. São também nos piores momentos que temos a principais lições. Eu entendi que o tempo passa muito rápido para perder com pessoas, locais, atividades, sentimentos, conversas, entre outras que não ressoam com a minha essência. Eu aprendi que minha mente é a minha maior inimiga. Também que ela pode ser a minha principal aliada. Aprendi a me amar do jeito que eu sou, essa frase é clichê, esse jeito também implica os meus desejos mais secretos. O grande aprendizado está no perdão, principalmente se perdoar.

Todas as nossas experiências possuem beleza, a morte pode ser bela, foi assim que eu me despedi de um dos grandes amores da minha vida, sem remorso, sem culpa, restando somente a saudade de uma vida baseada em sentimentos bons. Ninguém sabe o que vai acontecer, nenhuma verdade é absoluta, nenhuma certeza é exata, nenhuma promessa é segura. Somos vulneráveis a cada momento e essa é a beleza da vida. Não existe nada mais corajoso do que ser vulnerável.

Você está vivendo ou sobrevivendo?

Eu te faço um pedido: tenha uma vida baseada em realizações. Crie histórias, legado, amigos e risadas. Arrisque a viver todos os dias intensamente e se permita ser amada(o). O mundo precisa de alguém igual a você. Ao invés de pensar na morte como uma fatalidade, veja, ela pode ser uma oportunidade de acordarmos todos os dias sendo gratos pela vida. Não deixe para amanhã a vida fantástica que você pode ter hoje. Seja a sua melhor versão. Seja o protagonista de uma vida SENSACIONAL!



THAÍS ZANETTI
Fotógrafa e Terapeuta Holístico. Formada em Tecnologia da Logística Empresarial, possui MBA em Coaching em Liderança na Gestão de Pessoas. Atualmente se dedica ao Olhar Afrodite um projeto fotográfico que propõe uma reconexão com empoderamento pessoal. Palestrante, Reikiana e Consteladora, transformou a fotografia em ferramenta terapêutica e de cura da autoimagem.

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