icones sociais

Tenho medo de perder!

escrito por Thaís Zanetti
Esse texto é dedicado para todas as pessoas que acreditam nos relacionamentos “saudáveis”. Fico me perguntando: será que existe alguma outra expressão que pudesse substituir palavra saudável quando estamos nos referindo ao ato de se relacionar com alguém? Parece insano pensar que nossa saúde é alvo de preocupação. Afinal, onde está o nosso “felizes para sempre”, cujo fomos prometidas(os) desde a tenra infância? Confesso, nessa altura do campeonato, eu já desisti de procurar e foi assim que comecei a escrever a minha história de amor.

Notem: eu dediquei este texto para todos que creem em relacionamentos saudáveis e não para as pessoas que acreditam no amor. Existem diferenças. Por vezes, acabamos confundindo os processos e nos prejudicando. O amor é um sentimento sublime, todos nós possuímos essa essência internamente, não precisamos acreditar, isso é uma constatação, o que acontece é que esquecemos de usá-la. Muito se fala em amor próprio e gratidão, estes termos estão sendo reproduzidos de uma forma medíocre, fato consumado, portanto devemos dar importância para esse chamado coletivo.

O amor que tanto buscamos fora e no outro, existe e habita dentro de cada um de nós, estamos vivendo um momento de resgate dessa essência. O amor é um sentimento divino. Todos nós queremos pertencer e, por mais que haja dormência, acabamos por vibrar amorosamente em diversos níveis energéticos. Antes de pensar nesse texto como uma mera utopia, gostaria de te fazer um convite a reflexão.

Nosso cenário social é bélico, os relacionamentos humanos são baseados em poder e disputa. Até o presente momento, creio que todos que aqui chegam para ler já tenham vivenciado brigas, discussões, bate boca e até agressões físicas com pessoas de seu estimado convívio. Gostaria de lhe explicar, as brigas fazem parte do processo de comunicação mais primitivo que existe no nosso Planeta. As pessoas só brigam por razões que lhe importam e lhe são valorosas, sejam estas: pessoas, objetos, locais, opiniões, entre outras. Notoriamente, vivemos uma epidemia social chamada "FOBIA DE RELACIONAMENTO", também conhecida como medo de se relacionar ou medo de sofrer.

Se formos catalogar estatisticamente a quantidade de pessoas que estão sozinhas ou vivendo relacionamentos descompromissados, tomaríamos um belo susto. Quando digo relacionamento descompromissado, não estou fazendo menção ao “sexo casual” ou as “ficadas”, longe disso, me refiro a todos os relacionamentos com falta de compromisso, seja com outrem e principalmente consigo mesma(o). Os divórcios aumentaram drasticamente nos últimos dez anos, as doenças sexualmente transmissíveis estão presentes em indivíduos com a faixa etária cada vez menor, os casos de feminicídios, violência doméstica, estupros, pedofilia são números alarmantes.

Qual a linha que costura todas essas informações?

A linha é tênue, falamos de amor, mais vivemos com medo, estamos sempre olhando para fora em busca de culpados. Esquecemos que tudo que precisamos está dentro de nós, somos a manifestação do amor divino, temos sempre o poder da escolha. Não tenha medo de ser você mesma(o)! A nossa saúde mental e física depende diretamente do compromisso que temos conosco. Não temos garantia de que virando a esquina iremos encontrar a placa sinalizando “final feliz”, isso não existe.

O que temos é o agora, o hoje, o presente e nós mesmas(os). Quando estamos conscientes de que a única autoridade poderosa que manda e desmanda na nossa vida, somos nós, nenhum medo toma conta, o amor passa a ser combustível nessa jornada. Ame-se o suficiente até que você tenha um único medo: de perder-se de si mesma(o).

A primeira relação saudável que devemos ter é conosco, portanto, comece com o que você tem, faça o que você pode, caminhe de onde você parou e nunca mais se perca de si novamente!



THAÍS ZANETTI
Fotógrafa e Terapeuta Holístico. Formada em Tecnologia da Logística Empresarial, possui MBA em Coaching em Liderança na Gestão de Pessoas. Atualmente se dedica ao Olhar Afrodite um projeto fotográfico que propõe uma reconexão com empoderamento pessoal. Palestrante, Reikiana e Consteladora, transformou a fotografia em ferramenta terapêutica e de cura da autoimagem.

Comentários

Instagram