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Trabalho para viver, ou vivo para trabalhar?

escrito por Carol Pedrosa
Todo ano é a mesma coisa: 1º de Maio, Dia do Trabalho. Feriado. Ótimo dia para descansar e também para pensar: tenho motivos para comemorar?

Muitas vezes transportamos esta reflexão para outros dias, e, às vezes, para todos os dias. Afinal, a ideia de que nada é imutável, escolhas são definitivas, e que não se pode reinventar-se na vida, no trabalho – inclusive, de trabalho, há muito jaz obsoleta.

A antiga concepção de que "vivo para trabalhar" tem sido gradualmente substituída por "trabalho para viver", ou, ao menos, deveria. Muita empresas vêm se especializando em medir a felicidade no trabalho, o que, sem surpresas aqui, vem sendo tido como medidor inclusive de produtividade. Afinal, um funcionário feliz é um funcionário que rende mais, que tem ideias originais, e que exerce sua criatividade.

Gosto muito do assunto, pois acho vital que dentro daquilo que nos propomos a fazer na maior parte de nossos dias, possamos ser felizes e exercer todo nosso potencial.

É possível fazer algo que se ama? Com certeza, não só possível, como recomendado. É possível fazer algo que não se ama tanto assim, mas desenvolvendo seu potencial e sendo feliz no percurso? Sem dúvidas.

Existem muitos livros, muitas estratégias, cursos e ensinamentos para isso. Posso citar "Originais", que é um livro que adoro. Contudo, no final, tudo se resume a você: ao quanto você se entrega àquilo que faz, ao quanto está feliz fazendo.

Portanto, cabe a nós mudarmos se necessário, de trabalho ou de postura, criando, melhorando e transformando o trabalho, por que não, em um momento de felicidade, criatividade e amor.

Não é fácil mudar, ainda mais nos dias de hoje em que as opções são tantas que por vezes nos paralisam. Então, fica minha dica, baseada na minha — pouca — experiência: siga seu coração, aquilo que o faz bater mais rápido. Se ainda não encontrou aquilo que acelera as batidas no peito, tente, experimente, arrisque. Porém, não fique parado. Ninguém vai bater em sua porta oferecendo-lhe oportunidades.

É preciso estar “no jogo”. É preciso estar na arena.

O que importa não é o homem que critica ou aquele que aponta como o bravo tropeçou, ou quando o empreendedor poderia ter atingido maior êxito. Importante, em verdade, é o homem que está na arena, com a face coberta de poeira, suor e sangue; que luta com bravura, erra e, seguidamente, tenta atingir o alvo. É aquele que conhece os grandes entusiasmos, as grandes devoções e se consome numa causa justa. É aquele que, no sucesso, melhor conhece o triunfo final dos grandes feitos e que, se fracassa, pelo menos falha ousadamente, de modo que o seu lugar jamais será entre as almas tímidas, que não conhecem nem a vitória, nem a derrota.
Theodore Roosevelt




carol pedrosa
Ariana, apaixonada pela vida e pelas palavras. Não acredito em definições, mas em transformações. Em ser cada dia uma versão melhor de mim mesma. Em viver no agora, sem medo de arriscar. Acima de tudo, acredito no amor. 

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