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Adulto também joga o "Jogo do Contente"

escrito por Alana Verdi

Esses dias, em uma troca de canais procurando algo útil para assistir, me deparei com uma novela infantil e uma protagonista sorridente com pompom no cabelo e roupas coloridas. Ao saber um pouco mais vi que se tratava da novela "As Aventuras de Poliana", uma adaptação do livro "Pollyanna" de Eleanor H. Porter escrito em 1913.

Sim, estamos falando de uma obra de mais de 100 anos atrás.

O que me chamou atenção na história foi a forma diferente e, às vezes para alguns, até irritante como a menina vê as coisas. Tanto na novela quanto no livro, Pollyanna perdeu os pais ainda bem criança e teve que morar com a tia. Mas a sua maior herança familiar foi um jogo um tanto quanto esquisito chamado "jogo do contente". Esse jogo se resume basicamente em encontrar em tudo um motivo para ficar contente, até mesmo nas piores situações.

Como sou impaciente para novelas por causa das outras histórias que colocam junto, mas fiquei encantada pela ideia do "jogo do contente" resolvi comprar o livro. A história do livro onde fala como ela começou a jogar o jogo me comoveu mais ainda.

Tudo começou quando a menina, ao qual os pais eram missionários e viviam de doações, pediu ao pai uma boneca. O pai escreveu pedindo doações de bonecas e ao chegarem as doações, ao invés de uma boneca, eles se deparam com par de muletas.

Foi aí que seu pai lhe ensinou o jogo. Pollyanna não entendia o que de bom havia e como ficar feliz em receber um par de muletas ao invés de uma boneca. Então sei pai lhe disse: Fique feliz por não precisar delas.

Percebi então que dá para ver o lado bom até de situações mais inimagináveis. Talvez seja contraditório, mas dá para ver o lado bom até das coisas ruins.

Pode parecer sem sentido um adulto se apegar a um jogo aparentemente "tolo" de uma novela infantil ou de um livro escrito há mais de 100 anos atrás. É eu sei, criança tem mais facilidade mesmo de ver o lado bom das coisas. Mas adulto também pode jogar o jogo do contente.

Confesso que, de início, me sentia patética. Achava que em algumas situações era impossível existir algo bom. Mas, com o tempo, eu vi que quanto mais eu exercitava isso, mais grata eu era por pequenas coisas e menos os momentos ruins me abalavam.

Passei a enxergar o lado bom de cada pequena coisinha e desde então me vejo mais apaixonada pela vida. Penso que isso é algo que todos deveriam tentar fazer. De início exige bastante esforço mas com o tempo se torna natural. Manter-se otimista em relação a vida, as coisas e as pessoas nos torna pessoas melhores e mais felizes também.

Não precisa chamar de "jogo do contente". Pode mudar a forma de chamar e até a forma de jogar. Mas não deixe de enxergar a vida com um brilho diferente e com a coração apaixonado por ela bem do jeitinho que ela é.

Não deixe de ver o lado bom de cada coisa e, mesmo nas situações difíceis, encontrar ao menos um motivo para agradecer.



alana verdi
Itajaiense e apaixonada pela vida. Se eu fosse me resumir em 3 palavras seriam: intensa, sentimental e desastrada. Gosto de coisas simples, enxergar o lado bom de cada coisa e exercitar a gratidão. Escrevo sobre tudo o que faz meu coração florescer.

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