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MEU AMOR, EU ESTOU FUGINDO DE VOCÊ!

escrito por Thaís Zanetti

Quando a gente menos espera, encontramos o amor. Você já encontrou o amor? Sabe de onde ele vem? Será que ele cai do céu bem direto no nosso colo? Será que podemos tropicar nele? Ou, será que ele vai estar escondido naquele “oi, tudo bem?” no aplicativo de relacionamento? Pode ser também que o amor esteja na fila do pão, no churrasco do primo, na formatura da cunhada, no casamento da vizinha. O fato é que nunca vamos saber especificamente o momento deste encontro, contudo, estou aqui para afirmar que o amor nos encontra e é exatamente sobre isto que vou escrever.

Quem vos escreve: é uma pessoa que todo dia vasculha a caixinha do autoconhecimento para arrumar o conteúdo que ali está, as informações que chegam a cada milésimo de segundo, surpreendente é saber que somos bombardeados o tempo inteiro e se não atentarmos, criamos mais alguns “traumas” e “crenças limitantes” de estimação. Incrível como nós nos apegamos a estes afetos negativos, pois, é tão mais fácil culpar o outro pelas nossas escolhas, do que, nos responsabilizarmos por elas e estas são as famigeradas “zonas de conforto e auto sabotagem”.

O autoconhecimento fica ainda mais desafiador, quando tratamos de sentimentos, principalmente o amor. Hoje eu vim te trazer um pouco de doçura, afinal, não é só de “amarguras e azedumes” que saboreio as minhas experiências. Sendo absolutamente sincera, adoro apimentar os momentos com pitadas de deboche e meu senso de humor sarcástico. Contudo, trago gentilezas “açucaradas” nas linhas a seguir.

Ao longo dos meus trinta e dois anos, posso enumerar a quantidade dos encontros que tive com o “AMOR”.

Confesso que ele é bem insistente, as lembranças fervilham na mente trazendo um frenesi de sentimentos e sensações. Se eu pudesse te descrever, diria que o “AMOR” tem o gosto do teu doce predileto. Experimentei muitas vezes o sentir amoroso e é doce, contudo, eu sempre estava de dieta restritiva. Ou seja, eu sempre fugi do “AMOR”, pois, lá no fundo, acreditava que se amasse verdadeiramente, teria que sofrer — portanto nunca amei ninguém. O tempo passou, quem me via andando por aí poderia perfeitamente me comparar com um cavaleiro medieval (trajado com escudo, armadura e com uma bela espada), rebatendo todas as investidas do incansável sentimento.

Alguns meses atrás, o “AMOR” se revoltou e partiu. Você já ouviu aquela frase que só damos valor quando perdemos? Foi exatamente isso que aconteceu, o “AMOR” cansou de me mostrar que esteve ali o tempo todo e partiu. Eu me assustei, fiquei confusa, um tanto perdida, sentia o gosto salgado da vida — minhas lágrimas. Degustei cada momento salino nos meus olhos, se fazia necessário, até que eu aprendesse e entendesse que não importa a experiência, todo sabor é ideal.

Eu já tinha experimentado a doçura do amar, o fato é que não degustava o sabor doce do “AMOR”, pois, estava sempre fugindo. Aquela partida, me pegou desprevenida e no desenrolar do dia-dia, baixei minha “guarda, ou seja, minha resistência e segui. Então para a minha surpresa, meu desespero e minha felicidade, o “AMOR” saltou na minha frente, me deu um abraço de urso e gritou: TE PEGUEI e NÃO TE LARGO MAIS...

Realmente fiquei encurralada, não tinha como fugir novamente, não consegui escapar da sua doçura. Foi tão surreal que eu me flagrei declarando para as pessoas ao meu redor: “Encontrei alguém que vale a pena, acho que estou amando pela primeira vez e quero levar essa pessoa a sério!”

Estava fazendo terapia (todos devemos fazer terapia) e simpatia, pois, era um processo novo para mim, não queria fugir novamente dessa pessoa maravilhosa que eu encontrei e simpatizava todos os dias com os seus processos de autoconhecimento e lhe dando força. A sua doçura era ideal, acolhedora, alegre e amorosa. Eu amava alguém pela primeira vez!

Você ficou curioso para saber quem é o “MEU AMOR”?

Vos digo: A pessoa incrível que encontrei, foi eu mesma e o MEU AMOR é o PRÓPRIO!

A vida se torna mais doce quando aprendemos a amar nossos processos. Não FUJA desse AMOR! Não FUJA de Você!





THAÍS ZANETTI
Fotógrafa e Terapeuta Holístico. Formada em Tecnologia da Logística Empresarial, possui MBA em Coaching em Liderança na Gestão de Pessoas. Atualmente se dedica ao Olhar Afrodite um projeto fotográfico que propõe uma reconexão com empoderamento pessoal. Palestrante, Reikiana e Consteladora, transformou a fotografia em ferramenta terapêutica e de cura da autoimagem.

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