icones sociais

NÃO APAGUE A LUZ!

escrito por Thaís Zanetti
Por inúmeras vezes, sinto, que estou habitando no planeta errado e na época errada. Sabe quando você não se “encaixa” nos padrões sociais? O sentimento, o qual me refiro, vai muito além dos padrões de beleza, estética, religião, educação, sexualidade, política, entre outros. Nunca me senti “normal”, pois, pensava, falava e acreditava em universos paralelos. Faço a referência às pessoas que nasceram para “quebrar padrões”, “questionar sistemas”, “confrontar as verdades absolutas”, sem deixar de acreditar no melhor dos outros.

Já faz algum tempo que uma linha de estudo divulga uma gama de comprovações baseadas em pesquisas cientificas, cujo aponta a existência deste “tipo de pessoa”. Estes indivíduos são sensíveis às emoções alheias e nasceram para ajudar na transformação do paradigma opressor que se apresenta no cenário mundial em forma de escravidão mental, emocional, cognitiva e física que geram dor, alienação e sofrimento. Contudo, no contexto da espiritualidade, esse grupo de pessoas é altamente diferenciado dos demais seres humanos. Estas diferenças são vistas socialmente como anomalias, só que, estas capacidades são inerentes a todos os humanos e precisamos relembrar da nossa essência divina.

Os indivíduos “diferentes” possuem um conjunto de habilidades extra-sensoriais, atualmente são chamados de: médiuns, empatas e/ou sensitivos e podem pertencer a um grupo especifico que são denominados “Adultos Índigos”. A energia emanada por estes seres sempre ocasiona um rol de acontecimentos que resultam em transformações e mudanças nos sistemas de crença e padrões de comportamento de todos que estão ao seu redor. Essa pessoa consegue enxergar tua essência e uma única vez que esteja em contato com a energia dela, você jamais será a mesma pessoa de antes. Você conhece alguém assim? Se não conheces, provavelmente você possa ser um destes seres.

Este texto é especial, pois, talvez eu esteja a um passo de descobrir quem realmente sou e se você se identifica com a minha escrita, te faço um convite a reflexão. Tudo começa em meados de 1986, quando minha linda mãe recebeu a notícia que estava gestando um novo ser em seu ventre. Meu pai na época, estava na carreira militar, e por coincidências ou não, recebeu a notícia que seria transferido para outra cidade. Dito e feito, meus pais e um casal de irmãos se mudaram para a cidade localizada no nordeste brasileiro. Sou a terceira gestação da minha mãe e já tinha um casal de irmãos, as idealizações sobre ser menino ou menina não caíram sobre mim. Minha mãe sempre achou que teria mais um filho, até nome eu tinha. Contudo, cheguei contrariando e me apresentei, era uma menina. No dia do meu nascimento causei alvoroço no hospital, pois, nasci com proporções um tanto exageradas e logo virei notícia: todos queriam me conhecer.

O fato mais engraçado, na minha opinião, é que a enfermeira que me levou para minha mãe após os cuidados necessários, afirmou que ela teria “problemas”, pois, nada do que a profissional tentara resultou em baixar o meu pequeno chumaço de cabelo espetado, o famigerado “topete”. A cena era bizarra, eu nasci grande demais para o padrão das roupas dos recém-nascidos, então tiveram que rasgar as peças para me vestir e o cabelo não baixou nem com laços de velcro, nem com pedaços de sabote e outros apetrechos. Poderia fazer uma lista de eventos “anormais” ou “paranormais” que venho colecionando no decorrer da minha vida.

Contudo, hoje eu vim compartilhar um pouco da minha essência, o que muitos chamam de anormal ou fora do padrão, gostaria que vocês soubessem que isto é a única padronização que devemos ter: sermos diferentes. Todos somos essenciais uns para os outros, nossas “diferenças” são a chave da evolução da raça humana. É chegado o tempo de vivermos a nossa essência. Somo seres divinos cheios de humanidades. O despertar espiritual pulsa de dentro para fora e viver em estado bélico, não faz mais sentido.
Atenda o chamado “espiritual” e acredite na divindade que habita em você. Eu sempre menciono em meus textos uma experiência pessoal para te dizer que pode parecer impossível, contudo, é transcendental quando saímos da zona de conforto e brindamos momentos felizes com o autoconhecimento e a autoaceitação.

Para finalizar, gostaria de compartilhar o significado do nome escolhido para que eu me apresentasse aqui no orbe terrestre. Eu me chamo Thaís, “a luz que deve ser contemplada com admiração”. Ainda vivemos na dicotomia, ou seja, onde há luz, há sombras. Tenha paciência com teus processos! Não seja tão inflexível consigo mesmo! Os seres mais “iluminados” não são aqueles que chegam mais alto e sim aqueles que aceitam a si mesmos.

A primeira pessoa que deve contemplar a minha luz, sou eu mesma. O significado do meu nome me ensinou que: “não sou melhor, nem pior, apenas diferente e tá tudo bem.” Todos somos luzes, só precisamos ser lembrados e ninguém perde por compartilhar o melhor de si. Uma vela não perde sua luminosidade por acender outras velas, pelo contrário, quanto mais luz, menos sombra. Sejamos a mudança que tanto queremos ver. Sejamos LUZ!



THAÍS ZANETTI
Fotógrafa e Terapeuta Holístico. Formada em Tecnologia da Logística Empresarial, possui MBA em Coaching em Liderança na Gestão de Pessoas. Atualmente se dedica ao Olhar Afrodite um projeto fotográfico que propõe uma reconexão com empoderamento pessoal. Palestrante, Reikiana e Consteladora, transformou a fotografia em ferramenta terapêutica e de cura da autoimagem.

Comentários

Instagram