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O que é o amor?

escrito por Tamiris da Rossi
Uma das coisas que mais gosto de fazer é conversar, em geral, sobre esse mundo desconhecido chamado EU. E, claro, nessas conversas que por vezes são longas com pessoas especiais, gosto de falar, mas também de ouvir.  Muitas vezes ouvir pontos de vista diferentes dos meus, ou até mesmo, coisas sobre mim que eu não sabia.

Em uma dessas conversas, debatíamos sobre as idealizações, sobre não ver o outro como ele é, mas sim como queremos que ele seja e como nos decepcionamos quando o outro não corresponde às nossas expectativas. Falamos também sobre os contos de fadas, e sobre como, muitas vezes, o amor é idealizado por uma princesa que sofre e o príncipe que a salva, e então eles tem um encontro mágico. Inocentemente deduzimos que o amor é aquele encontro, e, por vezes, na vida adulta os filmes e livros dão continuidade a esta nossa visão de amor.

Então reduzimos o amor a paixão, ao romance, idealizamos o trabalho, os pais perfeitos, o trabalho perfeito, o namorado(a) perfeito e assim uma lista de fantasias sobre o amor. A vida real nos confronta — de um lado o que aprendemos que seria o correto, de outro, a cruel realidade.

A verdade é que nem sempre os pais são tão perfeitos, afinal eles são humanos e erram — aliás, se tornar pai e mãe não os torna candidatos a perfeição, eu diria até que talvez seriam maiores candidatos a erros. No trabalho, toda hora temos problemas, pessoas difíceis... São tantas situações! E o companheiro(a) não lembra das datas especiais, às vezes não fala que ama e tantas outras coisas...

Me perguntei então: O que é o AMOR?

Acho que não tenho uma resposta concreta. Tão difícil falar do que muitas vezes só pode ser sentido, mas, sabe, acho que o amor é algo tão sublime que vem disfarçado em coisas simples no dia a dia, para que o sintamos sempre.

Para mim, o amor vem disfarçado nas conversas sobre o trabalho que tenho com meu pai, na comida que eu gosto e minha mãe faz questão de fazer sempre que posso almoçar em casa, quando minha irmã fica rindo para mim sobre mim — a famosa zoeira —, quando minha tia me diz: Vai vir me visitar quando? Estou esperando. Na mensagem que recebo de uma amiga que diz: "tudo bem?" ou uma outra que vem assim: "acho que poderias ver esta situação por este outro angulo aqui"... Nas mensagens diárias que troco.

Quando alguém que me conhece bem, seja amigo ou familiar, diz: "ela não iria gostar disto" ou, "isto é a cara dela", quando eu percebo que estou com algum problema e prontamente a pessoa "larga tudo" para dar aquele socorro, ou mesmo quando eu nem preciso falar da situação, porque a pessoa percebe e vem me orientar, quando mesmo cansada a pessoa me diz "olha é só uma horinha, mas podemos tomar um café", quando recebo uma bronca daquelas de alguém que ficou chateado por algo que fiz, quando meus afilhados me olham sorrindo e me pedem colo, quando recebo um presente sem ser data especial (e sendo também), quando faço algo por alguém e em troca a pessoa colhe uma flor em seu jardim e me entrega, quando...

Eu poderia passar horas descrevendo as sutis maneiras em que o amor vem disfarçado preencher meus dias. Formas tão sutis que, às vezes, não as percebo, porque estava focada na minha idealização de amor.

Mas se o amor pode ser esse monte de "coisinhas", eu prefiro o amor da vida real, do que aquilo que, um dia, achei que era amor.




TAMIRIS DA ROSSI
Uma eterna apaixonada por pessoas, palavras, pela vida e seus mistérios. Uma alma em construção, que vive com AMOR por AMOR e acredita que ele é a única força capaz de mudar o mundo..

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