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O QUE EU NASCI PARA SER!

escrito por Thaís Zanetti
Há muito tempo eu venho falando em meu discurso pessoal sobre “empoderamento”, não me recordo exatamente quando essa expressão começou a fazer parte do meu vasto vocabulário, contudo, sempre vivenciei sua essência. Sempre fui daquele “tipo de pessoa” que muitos chamam de REBELDE.

O rebelde é um ser que vive sua própria essência em sua mais formosa completude. A rebeldia nada mais é do que a quebra de sistemas de crenças limitantes e padrões de comportamentos tóxicos. A mudança é rebelde, o rebelde é um espelho e o espelho sempre traz a reflexão. Não somos ensinados a seguir nossa própria essência e muito menos a nos aceitarmos. Tudo que foge a normalidade é visto como um processo negativo, contudo, na visão social o ser normal é infeliz, deprimido e vazio.

Desde a tenra infância fiz um pacto comigo mesma: nasci para ser livre. A minha maior rebeldia sempre foi fazer o que meu coração mandava, só que, nunca tive o apoio que eu esperava, portanto, ao passar dos anos, mesmo sem querer, fui me apoderando de mim mesma. Apoderar significa dar poder a outrem e Empoderar traz o significado de ter o seu poder próprio.

Esse processo de “domesticação” não é nada fácil. Sempre trago o meu exemplo e hoje não será diferente disso. Nas instituições de ensino e religiosas, as quais eu participei, questionei por inúmeras vezes, o sistema que ali estava inserido, o resultado disto sempre foi o contraste de opiniões juntamente com um destaque polêmico nos grupos. Dentro do contexto familiar, era conhecida como a “ovelha negra”. No campo das amizades, sempre segui à risca, a ideia do “me ame ou me odeie”, devo confessar que deu certo, uma vez que meu perfil nas mídias sociais faz parte da lista de bloqueio de um grande número de pessoas.

Mas foi no vivenciar afetivo, dentro dos relacionamentos amorosos que me apoderei totalmente de mim mesma. Todo os seres humanos desejam pertencer. Por ter sido diferente dos demais e sempre “brigar” (muitas vezes de forma literal) por meus direitos, opiniões, vontades, entre outras, fui minando minha autoestima e meu amor próprio. Meus relacionamentos foram recheados de processos tóxicos, atualmente eu não julgo e muito menos condeno, pois, foi através desses episódios que eu tive a oportunidade de autoconhecer e me empoderar. Ou seja, o meu veneno foi minha cura.

Quando paro para lembrar de todas as histórias que eu já vivi, sinceramente, hoje consigo ser grata. Talvez se eu não tivesse passado por tudo o que passei, não teria descoberto o poder que tenho e posso te dizer que por mais difícil que seja, tudo passa e fica mais fácil que não abandonamos a nossa essência.

Vou finalizar o texto com uma pequena analogia.

Dentro do Xamanismo, existe o estudo que nos mostra a sabedoria da Mãe Natureza, principalmente o poder intrínseco dos animais. Cada animal possui uma essência empoderadora, portanto, temos muito o que aprender com eles. Especificamente quero relatar sobre o Corcel Negro (cavalo selvagem); este animal tem um espírito livre, poderoso e principalmente rebelde. A beleza deste animal está na sua essência, contudo, muitos seres humanos já o tentaram domesticar, por vezes até conseguem, só que o animal, não é o mesmo, pois para de viver sua “verdadeira alma” perdendo toda a sua majestosa vitalidade.

Quantas vezes nos deixamos ser domesticados? Quantas vezes deixamos que nos apoderem?

Não permita que nada e ninguém, transformem o seu espírito livre em um prisioneiro. Não se deixe apoderar. Seja rebelde! Lembre-se o rebelde é um espelho, ele pode agradar ou agredir, tudo dependerá de como você se vê! O rebelde nos dá a oportunidade de vivermos a nossa essência, não devemos julgar aquele que seguem o próprio coração.

Um corcel não nasceu para puxar carroça.

Você não nasceu para servir as vontades alheias. Nunca vamos agradar à todos! Você nasceu para ser LIVRE! REBELE-SE! EMPODERE-SE! AME-SE!




THAÍS ZANETTI
Fotógrafa e Terapeuta Holístico. Formada em Tecnologia da Logística Empresarial, possui MBA em Coaching em Liderança na Gestão de Pessoas. Atualmente se dedica ao Olhar Afrodite um projeto fotográfico que propõe uma reconexão com empoderamento pessoal. Palestrante, Reikiana e Consteladora, transformou a fotografia em ferramenta terapêutica e de cura da autoimagem.

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