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Quanto tempo eu tenho até que o tempo passe a ficar apertado demais?

escrito por Re Vieira
Tempo, tempo, tempo, quanto tempo eu tenho até que o tempo passe a ficar apertado demais? Quanto tempo até que que dê tempo de eu querer tudo aquilo que talvez já nem me caiba mais?

A vida em seu filtro diário me dá dias ensolarados e, muitas vezes, eu passo a me esconder em meio a uma cama preguiçosa. A vida em sua simetria me presenteia com um vento que, por muitas vezes, meu ego decide por ignorar para que meu cabelo permaneça intacto.

Em minha pele, alguns traços de mais um tempo, e 20 anos eu não terei mais. A brincadeira do trinta, que tanto parece assustar os expectadores, me deixa apenas com a certeza de que fui feita para viver intensamente — e que de fato eu vivi.

Quanto tempo até que o tempo vire o verbo conjugado em saudade? Meu coração chega ficar apertadinho que só, por imaginar todos que eu amo se transformando em algo que já não faça mais parte da minha rotina.

Justo eu, a garota que coleciona paixões em cada pessoa que me permite ficar. E mesmo sem pressa alguma o tempo me tira para dançar, me mostrando um cenário que me assusta por não saber por quanto tempo a ampulheta do destino irá aguentar.

Mesmo que tudo pareça despedida eu ainda acredito em reencontros, nessa ou em quantas vidas realmente possamos vir morar. O que o tempo de hoje me mostra é que a vida é sinônimo de viver. Por que o tempo? Bem, hora ou outra em nossa porta ele vem bater.



RE VIEIRA
Uma escorpiana formada em direito, apaixonada pela vida, pelas palavras, por músicas e pessoas legais. Ela acredita que a vida é um sopro e, por isso, escolheu sobreviver jogada na adrelina de uma rotina nada organizada, andando por aí de mãos dadas com a liberdade.

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