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Quanto vale a sua paz?

escrito por Re Vieira
Quando a maturidade nos alcança, aprendemos que nem tudo vale a nossa paz. Aliás, como muito já li por aí, aquela frase "se custa nossa paz, então é caro de mais."

Antigamente quando alguém me magoava, eu remoía, remoía e remoía. Por dias, meses, até anos, e aquilo me fazia um tremendo mal. Até o dia que aprendi que eu não tenho a menor obrigação de corresponder as expectativas alheias.

Eu não posso ser um modelo a ser seguido se esse é o preço para permanecer em algum lugar. Hoje eu não permaneço mais. Porque a vida me ensinou a ser egoísta, e depois que aprendi a me colocar em primeiro lugar, se não me faz bem, mal também não irá fazer.

Renovo a energia, saio de cena. Ninguém nasceu grudado em ninguém, não vai ser a minha obrigação arrumar a bagunça de quem achava que deveria permanecer. Eu não faço promessas porque o segundo é finito, e da vida só levamos tudo aquilo que sentimos.

Hoje eu sinto até o ponto que o outro me faz sentir. Depois disso? Já me tornei singular antes mesmo de tentar continuar ser plural. Se retirar de uma história para salvar a sanidade não é ruim, é um ato de coragem que devemos, por obrigação, exercer.

Obrigação com o outro? Não, com a gente mesmo, porque quando permanecer perto se torna obrigatório, é porque ali já não nos cabe mais.




RE VIEIRA
Uma escorpiana formada em direito, apaixonada pela vida, pelas palavras, por músicas e pessoas legais. Ela acredita que a vida é um sopro e, por isso, escolheu sobreviver jogada na adrelina de uma rotina nada organizada, andando por aí de mãos dadas com a liberdade.

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