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CHUMBO TROCADO DÓI, SIM!

escrito por Thaís Zanetti

Já faz algum tempo que o “Facebook” começou a compartilhar conosco uma espécie de retrospectiva das nossas publicações, realizadas durante o período que estivermos ativos na rede social. Todos os 365 dias do ano teremos um “flashback” dos nossos pensamentos, comportamentos e acontecimentos, ocorridos em anos anteriores e essa é a famosa aba do compartilhamento das nossas lembranças.

Relembrar é viver, já diziam nossos pais e avós, contudo, nem toda lembrança é boa, só que eu posso garantir que toda experiência traz algo bom, principalmente aprendizado sobre nós mesmos. Foi deste modo que, hoje, trago a minha reflexão semanal para vocês.

Em meio “as lembranças digitais”, vi que alguns anos atrás havia publicado a seguinte frase: “CHUMBO TROCADO NÃO DÓI”, estava me referindo ao término do meu casamento e passado alguns anos, percebo que ainda existem muitas feridas não cicatrizadas em mim, não superei totalmente e me arrisco ao dizer que levará alguns anos para me recuperar.

Esse texto não será romântico, pelo contrário, as feridas que vez em quando abrem e causam dor, tem a ver com o período bélico que passei durante, e principalmente após, o término de uma relação indigna. Não estou dizendo que o outro é indigno, atualmente penso que tudo que passamos em nossa vida tem um processo de permissão, e esta pode ser consciente ou inconsciente, na maioria das vezes. A relação se torna indigna quando fazemos concessões sobre nossos valores pelo simples fato de nos mantermos nesse contexto por fatores externos, sejam quais forem, e é assim que nascem as famigeradas “relações tóxicas”.

Muito se fala de autoconhecimento e pouco se brinca disso. Se responsabilizar por nossas escolhas dói demais e, na nossa sociedade alienadora, fica cada vez mais difícil acreditar nisso tudo. Quando se trata de relacionamentos afetivos, vemos um verdadeiro campo de guerra, somos atraídos para relações com valores totalmente distorcidos, construímos famílias dentro destes mesmos conceitos e temos cada vez mais crianças depressivas, ansiosas e suicidas.

Sonhamos em encontrar a “alma gêmea” e quando o encontro se concretiza, passamos a viver em um verdadeiro pesadelo. Se pararmos para analisar, veremos por todos os lados, crenças dizendo que devemos sofrer para amar, afirmações que salientam a “guerra entre os sexos”. Também existem leis, movimentos sociais, técnicas, ferramentas, literatura, arte e mídia fazendo apologia a rivalidade afetiva.

Após ouvir alguns relatos e vivenciar algumas experiências, percebi o quanto de mal eu fiz para mim mesma, por entrar em relações afetivas para cumprir um papel social e desejos do ego. Vivia em uma trincheira de peito aberto, atirando minhas frustrações, carências e baixa autoestima. Lutei honrosamente para derrotar o “inimigo” que um dia jurei amar eternamente. Nadei rios de lagrimas por noites adentro, minei meu corpo dos mais diversos sintomas e somente me rendi ao cansaço da minha alma.

Eu guerreei com os amores da minha vida, sou do tipo “boa de briga”, nada e ninguém me parava. Eu provei para todos os “inimigos” que meu coração era território inalcançável, entre mortos e feridos, me mantive vitoriosa. Escolhi ficar sozinha, já que não encontrava rival a minha altura, foi quando percebi uma bandeira branca hasteada — minha alma pedia paz.

Passei anos da minha vida guerreando comigo mesma por não ouvir meu maior conselheiro:, meu coração. A maioria dos nossos relacionamentos são baseados em projeções e crenças limitantes, o outro só confirma tudo isso, por isto bato sempre na tecla do autoconhecimento.

Muitas vezes estamos tão entulhados de lixo emocional que somente sabemos revidar, reagir, brigar. Todo processo de separação é doloroso, contudo, se tornará mais traumatizante se acreditarmos que devemos guerrear com quem um dia compartilhamos o melhor de nós mesmos.

Se você está passando por isso ou já passou, será que não tá na hora de hastear sua bandeira branca também?

Pare de brigar! Pare de Lutar! CHUMBO TROCADO DÓI!

Se tá difícil, procure ajuda! Faça terapia! Faça atividade física! Faça alguma coisa por você! Não se esqueça que, para amarmos o outro, devemos amar primeiro a nós mesmos! Se ame! Eu te desejo tanto amor próprio que a partir deste momento você consiga transbordar! Encontre alguém que te veja, assim como eu VEJO você!




THAÍS ZANETTI
Fotógrafa e Terapeuta Holístico. Formada em Tecnologia da Logística Empresarial, possui MBA em Coaching em Liderança na Gestão de Pessoas. Atualmente se dedica ao Olhar Afrodite um projeto fotográfico que propõe uma reconexão com empoderamento pessoal. Palestrante, Reikiana e Consteladora, transformou a fotografia em ferramenta terapêutica e de cura da autoimagem.

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