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Não é coincidência

escrito por Yamí Couto
Quando olho para você e tento reconhecer que seus olhos brilham tanto quanto os meus. Você poderia demonstrar, mas você ainda tem muito a perder.

Esse medo em você... É a primeira coisa que a gente vê. Basta te conhecer. Dá para sentir. Alguém já te desapontou e isso desandou dentro de ti. Algumas pessoas te culparam por isso, mas nenhuma foi capaz de te compreender.

Você jogou tempo fora. Não quis saber de futuro, porque estava ocupado vivendo o agora, só que sempre tem uma hora que a vida pede respostas. Você não as tinha pra lhe dar e é aí que tudo se enrola.

A gente acabou se esbarrando nessas bobagens e numa dessas eu te encontrei. Tô perdida ainda para te falar como cheguei. É, eu nem sei. Só parei um pouco, te olhei. Vi que você era bonito sim, mas sem planos para ficar. Só me estiquei.

E de encontro a encontro fiquei, gostei, dei meus murros em ponta de faca...

Olho para trás nesse momento, vejo quanto eu já andei. Já parece uma década desde que estamos aqui mesmo que muitas vezes você ou eu tenhamos que nos levar na marra.

Foi barra pesada. Coisa para enlouquecer e... Será que é mesmo coincidência assim do destino a gente se conhecer? Não dá para dizer, sei só que não dá para esquecer.

É. Não dá. Nem vamos. Não sabemos ainda o que vai dar de tudo isso, mas...

Já pagamos para ver.



YAMÍ
Escritora e internacionalista.
Colunista dos blogs "Entenda os Homens", "Crônicas de uma mente qualquer" e da Blasting News. Curadora do Blog Sensations. Astróloga de horas vagas. .

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