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O sol é para todos

escrito por Laura Aquino


Harper Lee, nos presenteia com O sol é para todos que, de uma forma sutil, tocou no mais intrínseco do meu coração. A narrativa se dá pelo olhar de uma criança, na década de trinta, no interior do Alabama. Scout é quem narra a história, uma garota de seis anos, que vive aventuras com seu irmão Jem e um amigo que só vai para Maycomb (cidade fictícia) nas férias de verão.


Scout discorre sobre sua família, o primeiro ano na escola, sobre as peripécias de ser uma menina livre que acabava por “incomodar” a vizinhança e alguns membros da família que a queriam uma dama, no estilo conservador e do interior da época.


No meu ponto de vista, são três os fatos de grande relevância da história, na evolução do romance instigante que tem drama e suspense. O primeiro é referente a um vizinho que as crianças nunca conheceram, pois não sai de casa. O segundo e mais impactante é um julgamento de um crime que acontece na cidade que tem um desfecho cruel. E o terceiro aspecto, mas não menos importante, é o que se dá ao encerramento do livro que envolve Scout e Jem.


Sem dar spoilers, para não perder a graça ao ler, digo que O sol é para todos é daqueles livros que se lê num piscar de olhos, num final de semana de descanso ou numa noite inteira sem parar. É prazeroso ver o desenvolvimento das personagens, a evolução da trama. É curioso ver Scout crescendo e tão criança que é, tendo visões de mundo tão nobres – do lado do leitor, fica aquele desejo que ela leve essa percepção quando for adulta.


Que sua leitura te leve a repensar sobre comportamentos, a sociedade e, principalmente, qual o papel tem desenvolvido no mundo. Fica aqui um trechinho do livro como convite: “Chorar pelo inferno absoluto que umas pessoas fazem passar outras... sem dó nem piedade. Chorar pelo inferno que os brancos fazem passar as pessoas de cor, sem sequer pararem para pensar que elas, afinal de contas, também são pessoas”.



Ps.: tem adaptação do livro pra filme, 'bora assistir?




laura aquino
Geminiana de Franca, interior de São Paulo. Apaixonada por livros, séries, filmes e música. Acredita que a arte move as pessoas para o que elas têm de melhor. Vive no mundo da lua e escreve seus devaneios num emaranhado de palavras que no final acabam fazendo algum sentido. Ou não.

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