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Quando eu crescer, eu vou ser...

escrito por Jel Sousa
Quando eu era criança, meu sonho era crescer. Eu odiava ter que pedir permissão e estar dependendo sempre de alguém. Achava que ser adulto era ser forte e que quando tivesse meus atuais 27 anos a vida seria bem diferente.

Pensava que veria o mundo com olhos sábios e não me importaria com bobagens. Afinal de contas, ser adulto é ser maduro e não se deixar abater por fatos simples, como aquela saída programada que acabou não dando certo ou aquele corte de cabelo que ficou diferente do esperado.

Eu achava que quando fosse adulta poderia fazer mais o que quero do que o que não quero, porque ser adulto é ser livre. Hoje não tenho mais como negar: eu estava profundamente errada.

Sou livre, mas em muitos momentos não tenho as ferramentas pra fazer o que quero. Muitas vezes me falta grana. Em outras, me falta é direção mesmo.

Vivo cheia de questionamentos e me sinto mais perdida do que encontrada nesse mundo lotado de caminhos.

Talvez seja negação das fortes, mas na maior parte do tempo esqueço que estou perto dos 30 e fico bem mais perto dos 20, com um bocado de sonhos que eu realmente não sei como vou realizar.

Ainda bem que meu eu criança não está aqui pra ver que tá tudo bem distante do que achei que seria. Aliás, tem vezes que ele está aqui sim e segue pensando que quando eu for adulta de verdade, vou fazer tudo que sempre quis.



jel sousa
Amiga íntima das letras e livros desde cedo, seria surpreendente se não encontrasse na escrita sua forma de expressão natural. Com um quê de psicologia amadora, é apaixonada pela complexidade do ser e sentir. Produtora de moda, consultora de imagem, advogada e futura designer de moda.



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