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TÁ FALTANDO EMPATIA NO MUNDO

escrito por Gabrielle Roveda 
Hoje me questionei sobre o que é humanidade realmente, no sentido mais profundo da palavra. Procurei e só encontrei falsas promessas no dicionário porque, veja bem, no mundo real a definição é outra. Somos um conjunto de seres com características específicas para a ciência, mas numa explicação mais conotativa somos o resumo de um conjunto de empatas.

É aí que me pergunto: onde estão os seres humanos então? Digo, humanos de fato. Praticantes da empatia, do amor ao próximo, aqueles seres quase em extinção que enxergam além do próprio horizonte visto através de um vidro fosco? Sou apenas eu que os busco e raramente os encontro?

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro de forma figurativa e, apesar disso parecer tão fútil visto por cima, é por causa da falta dessa habilidade emocional que o mundo anda tão fora de eixo. É por causa da cegueira dessa "humanidade"que o individualismo é bandeira hasteada. O dia em que os seres humanos entenderem que o egoísmo adoece os sentidos, serão menos cegos, surdos e mudos para o próprio mundo e, finalmente, farão jus à palavra que os define no dicionário.

Tá faltando é empatia no mundo, não é o amor que faz falta. Amar é ligação afetiva e, pense comigo, mesmo esse sentimento necessita extremamente dessa habilidade de compreensão para fluir. Tá faltando é gente que assume seu papel de ser, realmente, humano. Empatia não é só sobre enxergar como seria estar na pele de alguém, vai além de um "eu sei como você se sente". Tá faltando é gente que assume o papel do outro cognitiva, emocional e compassivamente, sem frescuras.

É sobre abraçar a alma alheia num abraço sincero, sobre sentir com o outro, não como o outro. É sobre ter maturidade o suficiente para entender que ser empático é uma das funções mais importantes da nossa inteligência. É abrir mão desse jogo insano de sofrimento individualista, onde se força o mundo a dar o que não está disposto nem a oferecer, simplesmente por egoísmo próprio.

Tá faltando empatia no mundo, tá faltando gente que quebre o limite fosco do horizonte e enxergue mais do que o campo de visão mostra. Tá faltando é muito mais gente que julga menos e compreende mais, mais gente que sente com o coração a vida do outro e não ignora a dor, mas ajuda a moldá-la. O mundo carece de seres humanos verdadeiramente inclusos nessa humanidade não biológica.



gabrielle roveda
1997. Escritora de gaveta, bailarina por paixão e sonhadora sem os pés no chão. Do tipo que vive mais de mil histórias pelas páginas dos livros, daquelas que quer viajar o mundo só com uma mochila nas costas, do tipo que acredita no amor a todo custo e dispensa de imediato pessoas sem riso fácil. Não sabe fazer nada direito, mas insiste em acreditar que o impossível é só uma daquelas palavras que vão cair em desuso e se vê tentada a tentar de tudo. Viciada em café e em escrever cafonices sobre si e o amor sem dizer nada ao certo. 

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