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A BRUXA ESTÁ SOLTA!

Faz pouco tempo que assumi publicamente o meu lado “bruxa”, sem temer a fogueira inquisidora. Para falar bem a verdade, até tiro sarro do apelido adquirido. Sempre fui uma pessoa muito popular, contudo polêmica. Sigo a cartilha de ser sempre verdadeira comigo mesma e seguir minha intuição, que é bastante aguçada.

Essa alta sensibilidade é chamada popularmente de “empatia”, também conhecida como mediunidade. Contudo, o termo médium acabou se tornando um adjetivo vinculado a praticantes de religiões espíritas e espiritualistas. Prefiro entender a espiritualidade como uma das partes que compõe a complexidade dos seres humanos, sem quaisquer vínculos religiosos.

As bruxas, desde a antiguidade, são seres que causam fascínio e espanto. Rezam as lendas que estas mulheres eram detentoras do conhecimento da manipulação energética, capazes de mudar a realidade, realizando as suas famosas “bruxarias”. Muitos afirmavam que tais dons eram utilizados somente para fazer o mal, o que, no caso, é totalmente compreensivo, uma vez que estas mulheres se opunham ao sistema religioso e político da época e, assim, acabavam por se tornarem verdadeiras vilãs.

Essas mulheres eram bastante intuitivas, empáticas, especialistas em ervas, conhecedoras de seus corpos e cada fase de seus ciclos. Eram bastante conectadas com a natureza, plantavam e colhiam seus alimentos, se tornaram grandes parteiras, entre tantas outras habilidades, ou seja, eram “as donas dos seus próprios narizes”, as verdadeiras mulheres empoderadas.

O arquétipo da bruxa é muito conhecido pelo aspecto negativo. Devemos desmitificar esse padrão do inconsciente coletivo e abraçarmos o empoderamento velado, uma vez que a bruxa está presente no nosso dia-dia, principalmente nas histórias infantis.

Segundo Carl G. Jung, o arquétipo é a forma de comunicação mais poderosa que existe, uma bruxa é uma bruxa em qualquer lugar do mundo e este personagem é fruto do Patriarcado, onde diz que mulheres que fogem as regras sociais são ruins, mulheres donas de si, são “bruxas”.

Este assunto daria muito “pano para manga”, contudo, reforço a ideia de contarmos uma nova história para as nossas meninas. Ser bruxa é sinônimo de empoderamento feminino, amor próprio e autoconhecimento. As bruxas atualmente são conhecidas como médicas, advogadas, engenheiras, escritoras, psicólogas, mães, avós, tias, madrinhas, enfermeiras, motoristas, blogueiras, doulas, cozinheiras, entre outras.

As bruxas são as mulheres que disseram não para a opressão e gritaram pelo direito de liberdade. As bruxas existem entre nós, elas estão soltas e uma delas pode ser você, orgulhe-se.

LEMBRE-SE: “A Vassoura foi feita para voar!”

Muahahahahaha! (Risada de Bruxa)



THAÍS ZANETTI
Fotógrafa e Terapeuta Holístico. Formada em Tecnologia da Logística Empresarial, possui MBA em Coaching em Liderança na Gestão de Pessoas. Atualmente se dedica ao Olhar Afrodite um projeto fotográfico que propõe uma reconexão com empoderamento pessoal. Palestrante, Reikiana e Consteladora, transformou a fotografia em ferramenta terapêutica e de cura da autoimagem.

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