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Como é uma consulta com o psicólogo?

Com o setembro amarelo, vemos muitos incentivos para buscar um psicólogo, mas como funciona de fato esse processo?
escrito por Jel Sousa

Primeiro de tudo, é fundamental entender que cada pessoa é única e, por isso, a forma de condução também será. Além do mais, existem profissionais com abordagens distintas, como psicanálise, sistêmica, junguiana, terapia cognitivo-comportamental, o que implica também em sessões diferentes. Hoje, contarei para vocês sobre a minha experiência pessoal.

Há mais de 5 anos, faço acompanhamento psicológico sob a abordagem sistêmica e, diferentemente da ideia que temos no imaginário coletivo, não fico deitada no divã. Nas sessões, estou sempre sentada de frente para a psicóloga, como numa conversa com uma amiga. Mas a parte importante é que ela sempre sabe o que dizer e não responde com “poxa, miga, difícil mesmo”. Apesar da intimidade que parecemos sentir, tudo que é dito por ela é profissional e tem uma intenção.

Nessa abordagem, não passo o tempo inteiro falando sozinha, a psicóloga intervém, normalmente com questionamentos, mas às vezes com conclusões que eu mesma não consegui perceber. Uma das partes mais interessantes para mim, é que, com frequência, tenho algumas atividades de casa. Coisas que preciso fazer, sejam ações, sejam listagens de tópicos, para conseguir mudar determinado padrão de comportamento, afastar algum medo ou sentimento específico ou sistematizar ideias. Em alguns momentos, ter essas tarefas foi fundamental para eu perceber minha evolução num ponto específico que eu queria melhorar e não tinha alcançado ainda.
Por isso mesmo, não adianta de muita coisa ir sem estar com o coração e a mente abertos.
Possivelmente, você ouvirá muitas conclusões que não quer, talvez até porque estava fugindo delas para se esconder dos problemas. O psicólogo pode até parecer, mas não é seu amigo, então ele não vai se limitar a passar a mão pela cabeça. Em alguns momentos, pode ser doloroso ter que abordar umas questões com as quais não sabemos bem o que fazer. Mas posso te garantir que é muito prazeroso se perceber melhor do que antes, quando, aos pouquinhos, conseguimos abandonar pensamentos e comportamentos nocivos contra nós mesmos.

Eu acredito que todo mundo precise de ajuda psicológica em algum momento da vida e não existe vergonha nenhuma nisso. Todos temos angústias a serem compreendidas e resolvidas, mesmo que não haja um diagnóstico de doenças como depressão e ansiedade, por exemplo.

Cuidar da nossa mente precisa ser tão prioritário quando se preocupar com a forma física. 

Mesmo porque não há corpo que consiga seguir bem quando o psicológico está abalado.



jel sousa
Amiga íntima das letras e livros desde cedo, seria surpreendente se não encontrasse na escrita sua forma de expressão natural. Com um quê de psicologia amadora, é apaixonada pela complexidade do ser e sentir. Produtora de moda, consultora de imagem, advogada e futura designer de moda.



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