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O que você traz consigo que não te pertence?


Você não se sente confortável sendo gorda ou magra, porque realmente não se ama assim, ou porque te ensinaram que você não merece ser amada deste jeito?

Você implica com o seu cabelo cacheado ou crespo porque realmente prefere ele liso ou porque te fizeram acreditar que só o cabelo liso é bonito?

Você engole o choro quando não está sozinha porque prefere não expor seus sentimentos ou porque te disseram que chorar é motivo para se envergonhar, é um sinal de fraqueza? (E, falando em fraqueza, desde quando você alimenta a ideia de que sensibilidade não é sinônimo de força?)

Me peguei refletindo sobre o quanto absorvemos coisas que não são nossas e o quanto isso nos afasta da nossa real essência.

Temos que lidar, diariamente, com a imposição de padrões que em nada refletem o que somos, porque jamais consideram a individualidade e a beleza única de cada um.

Somos doutrinados a ser assim, a preferir isso, a rejeitar aquilo. Não somos ensinados a respeitar nossa essência, a escolher nossas preferências. Seguimos o roteiro, de forma mecânica, e excluímos totalmente o que sentimos.

Por isso, te convido a refletir: O que você traz consigo que não te pertence? Qual é o sapato que te aperta os pés porque não te cabem? De quem é o peso que você vem carregando? Qual é a tua dor que estampa a cicatriz em outro corpo?

É preciso se libertar das correntes que te pregam, o tempo todo, que você precisa manter os pés neste chão raso e vazio. Só assim você será capaz de abrir a sua mente e, também, as tuas asas, afinal você merece mesmo é voar.



beatriz zanzini
Jornalista, redatora e escritora paulistana. Apaixonada por hambúrguer, cerveja e animais. Tem dois livros publicados, um de prosa poética, o "Despindo-me em palavras"; e um romance, "O (re)começo depois daquele fim". Beatriz também é coautora do livro "Quando vivi de verdade", um romance com publicação prevista para novembro, escrito por ela e pela escritora Re Vieira. 

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