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Deixe o outro ir!

Eu acredito no perdão. Já pedi e foi libertador, já perdoei e me senti muito bem. É uma sensação de paz que nada no mundo pode comprar. É nos livrarmos do peso do passado e viver realmente o presente, é seguir em frente sem mais incertezas.

Mas todo ato gera uma reação, e nem sempre perdoar é permanecer na vida do outro, nem sempre ser perdoado significa que o outro irá nos querer por perto. E entre experiências vivenciadas eu afirmo: o perdão mais sábio é aquele que, mesmo deixando cicatrizes, nos permite continuar.

Você não precisa abraçar quem lhe feriu, você não precisa aceitar de volta o que um dia já te fez mal, você não precisa esquecer a mágoa ou fazer as pazes com quem te decepcionou. O momento foi sentido, algo se quebrou no processo e, mesmo com a cura (perdão), nada mais será igual.

Então apenas dentro de si, por um segundo, reviva aquela experiência, aquela briga, aquele adeus que nunca foi dado, aquela pessoa que um dia esteve aqui e hoje não está mais. Feche seus olhos, sinta a dor da despedida e, como em um caminho reto, siga em frente e não olhe mais para trás.

Você fez o que pode, não é responsável pelo que o outro escolheu viver.

Colha sua própria lavoura, dentro de si coloque uma pedra no que passou, deseje a ele o melhor, perdoe quando o coração estiver leve. Se fizer falta? De o braço a torcer sim, vá atrás, recomece ou tente recomeçar.

Mas, lembre-se, nem em todos os perdões cabe um recomeço, às vezes só precisamos encerrar um ciclo, olhar para o que um dia tanto nos feriu e dizer: hoje eu perdoo você, mas daqui pra frente será só eu.

E é isso, você não precisa olhar nos olhos dessa pessoa, você precisa ter esse desfecho dentro do seu coração. A vida vai passar, a casca da cicatriz irá sarar, e um dia você irá sorrir. Doeu, mas também te ensinou que, no final, só fica quem realmente tem que ficar.




RE VIEIRA
Uma escorpiana formada em direito, apaixonada pela vida, pelas palavras, por músicas e pessoas legais. Ela acredita que a vida é um sopro e, por isso, escolheu sobreviver jogada na adrelina de uma rotina nada organizada, andando por aí de mãos dadas com a liberdade.

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